Abel Duërë canta no Canecão em 1996 Zambi (Deus).
A música é um apelo pelo fim da guerra em Angola.
O Clipe produzido por Abel Duërë, fez parte da campanha que o artista encabeçou, arrastando na época multidões que em frente ao Consulado dos Estados Unidos protestavam contra a guerra.
Quase 30 anos de Guerra Civil. Hoje, o sofrido Povo Angolano inicia sua caminhada para construir o País adiado. Para que ninguém esqueca esse sofrimento, hoje e amanha, aqui fica este blog: PARA NUNCA MAIS A GUERRA!
12 de abril de 2009
ZAMBI - Abel Duere de Benguela, Angola
24 de fevereiro de 2009
EUNICE NANGUEVE INÁCIO - UMA MULHER ANGOLANA

She was born in Angola in 1948 into a religious protestant family. Her background and academic pursuits did not distance Eunice from local people. In 1985, she headed the welfare program in Ministry of Social Affairs, focusing on children and war-displaced people. In 1991, she became the national director for training social workers. Through her efforts today about 600 local peace promoters have been trained and work in 14 provinces. Approximately 120 communities have been supported with local peace initiative grants to provide shelter to thousands affected by war.Eunice Nangueve Inacio was born in Angola in 1948 into a religious protestant family. But her good background and academic pursuits did not distance her from local people.
In 1985, she headed the welfare program in Ministry of Social Affairs, focusing on children and war-displaced people. In 1991, she became the national director for training social workers.
When Huambo Province was occupied and fought over by three different liberation movements, Eunice returned to her home province of Huambo and worked for British Charity, Save the Children to help displaced children and orphans whose parents had died in the war.
The Angolan Peace Process, launched in 1991 with an accord between the Government and the rebel movement UNITA, failed after the 1992 elections. Eunice became a focal point for running humanitarian program for children in Huambo during the two-year occupation of the province by the UNITA rebel army. She coordinated the National Programme for Family Tracing for Separated Children. After the breakdown of the cease-fire and Angola Peace Building Program, she coordinated national civil society programs, which aimed at building peace and ending the war cycles.
The peace process failed several times. High-level diplomacy, mediated by the UN, also did not succeed in bringing UNITA on board. However, initiatives by Eunice Inacio led to the signing of the Lusaka protocol in 1994.
Through her efforts today about 600 Local Peace Promoters have been trained and work in 14 provinces. Approximately 120 communities have been supported with local peace initiative project grants to provide shelter to thousands affected by war in municipalities.
In 1985, she headed the welfare program in Ministry of Social Affairs, focusing on children and war-displaced people. In 1991, she became the national director for training social workers.
When Huambo Province was occupied and fought over by three different liberation movements, Eunice returned to her home province of Huambo and worked for British Charity, Save the Children to help displaced children and orphans whose parents had died in the war.
The Angolan Peace Process, launched in 1991 with an accord between the Government and the rebel movement UNITA, failed after the 1992 elections. Eunice became a focal point for running humanitarian program for children in Huambo during the two-year occupation of the province by the UNITA rebel army. She coordinated the National Programme for Family Tracing for Separated Children. After the breakdown of the cease-fire and Angola Peace Building Program, she coordinated national civil society programs, which aimed at building peace and ending the war cycles.
The peace process failed several times. High-level diplomacy, mediated by the UN, also did not succeed in bringing UNITA on board. However, initiatives by Eunice Inacio led to the signing of the Lusaka protocol in 1994.
Through her efforts today about 600 Local Peace Promoters have been trained and work in 14 provinces. Approximately 120 communities have been supported with local peace initiative project grants to provide shelter to thousands affected by war in municipalities.
Retirado do site: http://word.world-citizenship.org/wp-archive/465
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Eunice Nangueve Inacio
19 de janeiro de 2009
18 de fevereiro de 2008
PREMONICAO

O dia perfumou-se de acácias rubras
E buganvilias brancas.
Para trás ficou o cheiro de morte,
dos corvos agoirentos sequiosos
de cadáveres secos.
Acende-se o mais belo,
vermelho pôr do Sol.
Os animais deixam de respirar
Não vá trazer azar... o povo ri,
depois de muito chorar.
E mesmo o deserto, pára seus carpidos.
É o começo dos sonhos das cinzas,
Qual Fenixes, renascidos.
Os rios tocam batuques,
Pássaros dançam aos Deuses.
Angola ate’ aqui vazia de esperança
Realiza agora, choros de comoção.
As chuvas crepitam alto,
Na sua alma...açucenas desabrocham
No desértico esperançar d’um povo
Acordo, que belo sonho...
Acordada, espero o nascer do Sol
Desta premonição...
Angola acolher seus filhos perdidos,
Sonhos recolhidos de imbondeiros
De braços abertos e coração.
Embalar as feridas, adormecer a dor
Por fim... dar e receber,
Presentes de Amor!!!
E buganvilias brancas.
Para trás ficou o cheiro de morte,
dos corvos agoirentos sequiosos
de cadáveres secos.
Acende-se o mais belo,
vermelho pôr do Sol.
Os animais deixam de respirar
Não vá trazer azar... o povo ri,
depois de muito chorar.
E mesmo o deserto, pára seus carpidos.
É o começo dos sonhos das cinzas,
Qual Fenixes, renascidos.
Os rios tocam batuques,
Pássaros dançam aos Deuses.
Angola ate’ aqui vazia de esperança
Realiza agora, choros de comoção.
As chuvas crepitam alto,
Na sua alma...açucenas desabrocham
No desértico esperançar d’um povo
Acordo, que belo sonho...
Acordada, espero o nascer do Sol
Desta premonição...
Angola acolher seus filhos perdidos,
Sonhos recolhidos de imbondeiros
De braços abertos e coração.
Embalar as feridas, adormecer a dor
Por fim... dar e receber,
Presentes de Amor!!!
By: Dinah Raphaellus
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22 de janeiro de 2008
CANTIGA DE PAZ
Ai flores, ai flores da buganvília
caídas p’la varanda debruçada sobre a rua
trazei-me novas do meu país!
Ai flores, ai flores da buganvília
roxas quimeras de desejos coalhados
trazei-me novas do meu país!
Ai flores, ai flores da buganvília
roxas, brancas, azuis, tanto faz
trazei em breve a paz que falta ao meu país.
Um poema escrito ha muitos anos... ainda no tempo em que a guerra matava e amputava os bracos e as pernas do povo angolano!!!
Namibiano Ferreira
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Namibiano Ferreira
22 de outubro de 2007
Independência e Guerra Civil (1975 - 2002)





Na sequência do derrube da ditadura em Portugal (25 de abril de 1974), abriram-se perspectivas imediatas para a independência de Angola. O novo governo revolucionário português abriu negociações com os três principais movimentos de libertação (MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, FNLA – Frente Nacional de Libertação de Angola e UNITA – União Nacional para a Independência Total de Angola), o período de transição e o processo de implantação de um regime democrático em Angola (Acordos de Alvor, Janeiro de 1975).
A independência de Angola não foi o início da paz, mas o início de uma nova guerra aberta. Muito antes do Dia da Independência, a 11 de Novembro de 1975, já os três três grupos nacionalistas que tinham combatido o colonialismo português lutavam entre si pelo controlo do país, e em particular da capital, Luanda. Cada um deles era na altura apoiado por potências estrangeiras, dando ao conflito uma dimensão internacional.
A União Soviética e principalmente Cuba apoiavam o MPLA, que controlava a cidade de Luanda e algumas outras regiões da costa, nomeadamente o Lobito e Benguela. Os cubanos não tardaram a desembarcar em Angola (5 de outubro de 1975). A África do Sul apoiava a UNITA e invadiu Angola (9 de Agosto de 1975). O Zaire, que apoiava a FNLA, invadiu também este país, em Julho de 1975. A FNLA contava também com o apoio da China, mercenários portugueses e ingleses mas também com o apoio da África do Sul.
Os EUA, que apoiaram inicialmente apenas a FNLA, não tardaram a ajudar também a UNITA. Neste caso, o apoio manteve-se até 1993. A sua estratégia foi durante muito tempo dividir Angola.
Em Outubro de 1975, o transporte aéreo de quantidades enormes de armas e soldados cubanos, organizado pelos soviéticos, mudou a situação, favorecendo o MPLA. As tropas sul-africanas e zairenses retiraram-se e o MPLA conseguiu formar um governo socialista unipartidário.
O Brasil rapidamente estabeleceu relações diplomáticas com a nova República que se instalara. Fez isso antes mesmo de qualquer país do bloco comunista. Nenhum país ocidental ou mesmo africano seguiu o seu exemplo. A decisão de reconhecer como legítimo o governo de Agostinho Neto foi tomada pelo então presidente Ernesto Geisel ainda em 6 de novembro, antes da data oficial de Independência de Angola.
Já em 1976, as Nações Unidas reconheciam o governo do MPLA como o legítimo representante de Angola, o que não foi seguido nem pelos EUA, nem pela África do Sul.
No meio do caos que Angola se havia tornado, cerca de 300 mil portugueses abandonaram este país entre 1974 e 1976, o que agravou de forma dramática a situação económica.
Em Maio de 1977, um grupo do MPLA encabeçado por Nito Alves, desencadeou um golpe de Estado, que foi afogado num banho de sangue. No final deste ano, o MPLA realizou o seu 1º Congresso, onde se proclamou como sendo um partido marxista-leninista, adoptando o nome de MPLA-Partido do Trabalho.
A guerra continuava a alastrar por todo o território. A UNITA e a FNLA juntaram-se então contra o MPLA. A UNITA começou por ser expulsa do seu quartel-general no Huambo, sendo as suas forças dispersas e impelidas para o mato. Mais tarde, porém, o partido reagrupou-se, iniciando uma guerra longa e devastadora contra o governo do MPLA. A UNITA apresentava-se como sendo anti-marxista e pró-ocidental, mas tinha também raízes regionais, principalmente na população Ovimbundu do sul e centro de Angola.
Agostinho Neto morreu em Moscovo a 10 de setembro de 1979, sucedendo-lhe no cargo o ministro da Planificação, o engenheiro José Eduardo dos Santos.
No início da década de 1980, o número de mortos e refugiados não parou de aumentar. As infra-estruturas do país eram consecutivamente destruídas. Os ataques da África do Sul não páravam. Em agosto de 1981, lançaram a operação "Smokeshell" utilizando 15.000 soldados, blindados e aviões, avançando mais de 200 km na província do Cunene (sul de Angola). O governo da África do Sul justificou a sua acção afirmando que na região estavam instaladas bases dos guerrilheiros da SWAPO, o movimento de libertação da Namíbia. Na realidade tratava-se de uma acção de apoio à UNITA, tendo em vista a criação de uma "zona libertada" sob a sua administração. Estes conflitos só terminaram em Dezembro de 1988, quando em Nova Iorque foi assinado um acordo tripartido (Angola, África do Sul e Cuba) que estabelecia a Independência da Namíbia e a retirada dos cubanos de Angola.
A partir de 1989, com a queda do bloco da ex-União Soviética, sucederam-se em Angola os acordos de paz entre a Unita e o MPLA, seguidos do recomeço das hostilidades. Em Junho de 1989, em Gbadolite (Zaire), a UNITA e o MPLA estabeleceram uma nova trégua. A paz apenas durou dois meses.
Em fins de abril de 1990, o governo de Angola anunciou o reinício das conversações directas com a UNITA, com vista ao estabelecimento do cessar-fogo. No mês seguinte, a UNITA reconhecia oficialmente José Eduardo dos Santos como o Chefe de Estado angolano. O desmoronar da União Soviética acelerou o processo de democratização. No final do ano, o MPLA anunciava a introdução de reformas democráticas no país. A 11 de Maio de 1991, o governo publicou uma lei que autorizava a criação de novos partidos, pondo fim ao monopartidarismo. A 22 de Maio os últimos cubanos sairam de Angola.
Em 31 de maio de 1991, com a mediação de Portugal, EUA, União Soviética e da ONU, celebraram-se os acordos de Bicesse (Estoril), terminando com a guerra civil desde 1975, e marcando as eleições para o ano seguinte.
As eleições de setembro de 1992, deram a vitória ao MPLA (cerca de 50% dos votos). A UNITA (cerca de 40% dos votos) não reconheceu os resultados eleitorais. Quase de imediato sucedeu-se um banho de sangue, reiniciando-se o conflito armado, primeiro em Luanda, maas alastrando-se rapidamente ao restante território.
A UNITA restabeleceu primeiramente a sua capital no Planalto Central com sede no Huambo (antiga Nova Lisboa), no leste e norte diamantífero.
Em 1993, o Conselho de Segurança das Nações Unidas embargou as transferências de armas e petróleo para a UNITA. Tanto o governo como a UNITA acordaram em parar as novas aquisições de armas, mas tudo não passou de palavras.
Em novembro de 1994, celebrou-se o Protocolo de Lusaka, na Zâmbia entre a UNITA e o Governo de Angola (MPLA). A paz parecia mais do que nunca estar perto de ser alcançada. A UNITA usou o acordo de paz de Lusaka para impedir mais perdas territoriais e para fortalecer as suas forças militares. Em 1996 e 1997 adquiriu grandes quantidades de armamentos e combustível, enquanto ia cumprindo, sem pressa, vários dos compromissos que assumira através do Protocolo de Lusaka.
Entretanto o Ocidente passara a apoiar o governo do MPLA, o que marcou o declínio militar e político da UNITA, com este movimento a ter cada vez mais dificuldades em financiar as suas compras militares, perante o avanço no terreno das FAA, e dado o embargo internacional e diplomático a que se viu votada.
Em dezembro de 1998, Angola retornou ao estado de guerra aberta, que só parou em 2002, com a morte de Jonas Savimbi (líder da Unita).
Com a morte do líder histórico da UNITA, este movimento iniciou negociações com o Governo de Angola com vista à deposiçãio das armas, deixando de ser um movimento armado, e assumindo-se como mera força politica.
Fonte: Wikipedia
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História Angola
21 de outubro de 2007
17 de outubro de 2007
EU SOU

A guerra sou eu
e os que sendo soldados
desertaram…
A violência sou eu
e os que sendo violentos
amansaram…
A injustiça sou eu
e os que sendo cegos
enxergaram…
A cobiça sou eu
e os que cobiçando
se ofertaram…
A fome sou eu
e os que sendo famintos
comeram…
O poder sou eu
e os que sendo poderosos
enfraqueceram…
A prepotência sou eu
e os que sendo prepotentes
se humilharam…
A vida sou eu
e os que estando vivos
viveram…
A morte sou eu
e os que estando mortos
ressuscitaram…
Amélia Veiga (Angola)
8 de outubro de 2007
CICATRIZES DE GUERRA

Abandonados por todo o lado, nos beirais dos caminhos
soprados de verde-chuva sobre o vermelho das picadas,
jazem as cicatrizes latejando ainda memorias
talhadas no zunir dos ferros, engrenagens e murteiros...
a alma, assustada, esquece os gritos dos meninos, os clamores
perdidos, oracoes das mulheres, de seios mirrados
amamentando filhos ja mortos no futuro estupido
raiando sangue no quotidiano dos dias palidos
de Novembro florindo acacias-rubras sobre o chao
informe onde jazem mortos os filhos de mukayas tambem
elas ja mortas, apodrecidas... cicatrizes.
Namibiano Ferreira
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Namibiano Ferreira
7 de setembro de 2007
M Ã E S DE M A I O (de Angola)

É cedo demais para desistir!
É o clamor das mães por seus filhos
Na luta pela vida, pelo amor, Um direito!
Solidárias, decididas juntam-se a eles
Negam o direito enquanto abstracção
Buscam a essência do homem. Ser humano!
Sustentam-se em quimeras faraónicas
Na precariedade insolente do tempo
Da história retiram o imponente alento
Dos que sem posse e sem pompas
Limitados pela carne instigaram o amor
Deixando rastros e trilhas de sangue. Ódio!
Fogem do prazer descartado da libido
E o sepultam na sagacidade da alma
Da beleza de mulher e força de mãe
Apenas restam as marcas do tempo. Renúncia!
Em quimeras visitam os Mayombes
Kuymas, Késsuas e Kuanavales...
Tentam neles rebuscar sua essência. Sonho!
Mas ela se perdeu, aí não mais vive.
Cúmplices do tempo ainda buscam o direito
E é da recôndita sapiência da alma
Que ouvem o grito simultâneo de outros filhos:
“NÓS AINDA NÃO DESISTIMOS MÃE”.
Esperança!
©Ana Mathaya. In E.S 2002
“A semelhança das mães da Praça de Maio na Argentina, de nossa terra também se houve o clamor e a dor das mães, brigando pelo direito dos filhos, dos que ainda vivem, e daqueles cujos nomes a vida ofereceu ao anonimato e à história. Mas a própria história, um dia, far-se-á juiz do tempo, do direito, da vida...
...Ainda há esperança, e a esperança somos nós! MÃE ANGOLA!”
http://annamathaya.blogspot.com/
©Ana Mathaya. In E.S 2002
“A semelhança das mães da Praça de Maio na Argentina, de nossa terra também se houve o clamor e a dor das mães, brigando pelo direito dos filhos, dos que ainda vivem, e daqueles cujos nomes a vida ofereceu ao anonimato e à história. Mas a própria história, um dia, far-se-á juiz do tempo, do direito, da vida...
...Ainda há esperança, e a esperança somos nós! MÃE ANGOLA!”
http://annamathaya.blogspot.com/
5 de setembro de 2007
MANDELA - A GREAT MAN ** UM GRANDE HOMEM





NELSON MANDELA QUOTES:
There is no easy walk to freedom anywhere.
Never, never and never again shall it be that this beautiful land will again experience the oppression of one by another.
If you want to make peace with your enemy, you have to work with your enemy. Then he becomes your partner.
Education is the most powerful weapon which you can use to change the world.
For to be free is not merely to cast off one's chains, but to live in a way that respects and enhances the freedom of others.
I detest racialism, because I regard it as a barbaric thing, whether it comes from a black man or a white man.
I dream of an Africa which is in peace with itself.
There is no easy walk to freedom anywhere.
Never, never and never again shall it be that this beautiful land will again experience the oppression of one by another.
If you want to make peace with your enemy, you have to work with your enemy. Then he becomes your partner.
Education is the most powerful weapon which you can use to change the world.
For to be free is not merely to cast off one's chains, but to live in a way that respects and enhances the freedom of others.
I detest racialism, because I regard it as a barbaric thing, whether it comes from a black man or a white man.
I dream of an Africa which is in peace with itself.
Nelson Mandela
20 de julho de 2007
22 de maio de 2007
14 de maio de 2007
MONANGOLA

Uma brisa dormente
assalta as consciências humanas
um menino grita
dilacerando a madrugada de mísseis e obuses:
- Tata morreu na guerra
- Aiuê tatauê!
- A fome comeu mamã
- Aiuê mamauê!
- Aiuêeee! Suku, meu Deus, Nzambi...
E a guerra
é só uma guerra
uma guerrinha só
matando, secando a Lavra.
Da guerra
colhemos guerra
a guerra tudo nos tira.
E a guerra
é só uma guerra
duma vontade só
parindo ngongo e sangue
e o País - obsidiado
e Monangola - exangue
ficam sem espera e destino
à beira do pó dos caminhos.
E mesmo no meio da guerra, foi então que se viu
o que não se vira antes:
Camaleões com asas vieram
lá do beco fundo da morte
e sobre o teu corpo negrinho
- inchado de vácuos de fome -
vieram pairando e sugando
com dentes afiados e garras-guerras
retorcidas.
assalta as consciências humanas
um menino grita
dilacerando a madrugada de mísseis e obuses:
- Tata morreu na guerra
- Aiuê tatauê!
- A fome comeu mamã
- Aiuê mamauê!
- Aiuêeee! Suku, meu Deus, Nzambi...
E a guerra
é só uma guerra
uma guerrinha só
matando, secando a Lavra.
Da guerra
colhemos guerra
a guerra tudo nos tira.
E a guerra
é só uma guerra
duma vontade só
parindo ngongo e sangue
e o País - obsidiado
e Monangola - exangue
ficam sem espera e destino
à beira do pó dos caminhos.
E mesmo no meio da guerra, foi então que se viu
o que não se vira antes:
Camaleões com asas vieram
lá do beco fundo da morte
e sobre o teu corpo negrinho
- inchado de vácuos de fome -
vieram pairando e sugando
com dentes afiados e garras-guerras
retorcidas.
Tata - pai
Suku - Deus (centro e sul de Angola)
Nzambi - Deus (norte de Angola)
Ngongo - Sofrimento
Monangola - Filho/crianca de Angola (mona + Angola)
NAMIBIANO FERREIRA
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Namibiano Ferreira
16 de abril de 2007
PRENÚNCIOS DE GUERRA
Se Catedral do Kuito/Bie


Longe de mim
longe-longe
Na lonjura de Longondjo
Adivinhou-se o Futuro.
E ninguém, absolutamente Ninguém,
ACREDITOU...
E no entanto,o Padre do Longondjo,
Ainda grita:
Etxi ndavanguíle txeyá-pô!
(O que eu disse tornou-se realidade!)

Igreja no Huambo

Longe de mim
longe-longe
Na lonjura de Longondjo
Adivinhou-se o Futuro.
E ninguém, absolutamente Ninguém,
ACREDITOU...
E no entanto,o Padre do Longondjo,
Ainda grita:
Etxi ndavanguíle txeyá-pô!
(O que eu disse tornou-se realidade!)
NAMIBIANO FERREIRA
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Namibiano Ferreira
3 de abril de 2007
AINDA A GUERRA NAS MINHAS MÃOS

(Origem nao identificada - parece tratar-se da Serra Leoa - mas infelizmente tambem se aplica a Angola. Esta imagem dramatica gerou este poema.)
Autor da foto: desconhecido
Construimos a Paz subindo degrau a degrau a construção. E o homem vive ainda a guerra na encruzilhada perene dos dias que lhe faltam para que lhe cantem komba. Acabou a guerra e no entanto, ainda a guerra nestas minhas mãos que não vejo, nestas minhas mãos perdidas em vão numa guerra que nada vos custou, a vós, a não ser as minhas mãos irremediavelmente perdidas e, o prémio ganho, a dependência às mãos e à vontade alheia.
Komba - cerimonias funebres.
NAMIBIANO FERREIRA
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Namibiano Ferreira
7 de novembro de 2006
NA PONTA DO PINDA EM 76
Ponta do Pinda (Tonbwa - Angola)
Em setenta e seis
da Ponta do Pinda
atiraram homens ao mar.
Ninguém viu...
e os deuses, viram?
Em setenta e seis
atiraram da falésia abaixo
os homens para o mar.
Eram seis horas da tarde
se a hora for importante...
Em setenta e seis
os karkamanos
atiraram homens atados
de mãos e pés
da Ponta do Pinda abaixo
para o mar.
Pergumtem às ondas da falésia
onde o mar bate no grés
é lá que existem cazumbis
procurando ainda em vão
se libertarem das amarras
no fundo da falésia
da Ponta do Pinda
Namibiano Ferreira
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31 de outubro de 2006
...E SEMPRE A GUERRA + A SECA = A FOME

Espinheiras
secas em pó
e deserto
rodeiam ongandas-cazumbis
abandonadas aos ventos da secura e da guerra.
Esqueletos de vacas
-outrora gordas e ubérrimas-
jazem brancos na aridez
implacável do Deserto.
As ongandas vazias, abandonadas;
os sambos mortos, fantasmas;
as manadas diluídas no pó dos caminhos;
Muílas Mukubais Kurokas
perdidos chorando
nos subúrbios esfomeados das cidades
_ A guerra: grande imenso deserto!
_ A seca: grande Omakisi assassino!
E de longe dizem:
_ Acabou a guerra!
_ Acabou?!...
(Duvida quem sofre: o POVO.)
(Janeiro 1998)
NAMIBIANO FERREIRA
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